Nathan Keen
Ainda estou refletindo sobre as palavras que troquei com Valentina…
Ou melhor, sobre as coisas horríveis que eu disse.
Sim, reconheço que fui cruel.
Cruel demais.
Mas quando a raiva em mim acende, eu perco o controle — e ela sabe exatamente como me provocar. Quando percebo, já estou cuspindo insultos que nem fazem sentido. A verdade é que… qual é o problema dela ser humilde? Nenhum. Meus pais também vieram da miséria. A ascensão da minha família foi construída com suor, noites mal dormidas e muito mais dor do que glamour.
E eu, idiota, falei sobre classe social como se fosse melhor que ela.
Que desastre.
Não gosto de humilhar ninguém. Nunca gostei.
Mas com ela… tudo sai errado. Tudo sai torto.
E eu não vou me desculpar.
De jeito nenhum.
Ela me deu dois tapas. Dois.
Quem ela pensa que é? Aquela ousadia… aquele fogo… aquela selvageria… me despertam uma fúria que eu não conhecia. Não uma fúria violenta — eu jamais levantaria a mão para uma mulher — mas uma fúria… íntima. Um d