por Milena
O frio do chão de concreto se infiltrava em minha pele, aumentando a sensação de desespero que já tomava conta de mim.
Eu estava amarrada àquela cadeira há horas, os pulsos feridos pelas cordas apertadas que me prendiam.
O pequeno feixe de luz que entrava pela janela alta do porão era minha única companhia, um lembrete irônico de que, lá fora, o mundo seguia normalmente enquanto eu estava presa nesse pesadelo.
Meu coração batia descompassado, cada batida uma súplica silenciosa par