O carro chegou rápido demais.
No banco de trás, Marina ficou no meio, espremida entre Valentina e Lívia. O ar parecia pesado demais para uma simples tarde de estudos.
Marina percebeu o silêncio estranho de Lívia e inclinou o rosto discretamente.
— Tá respirando ainda? — murmurou, quase sem mexer os lábios.
Lívia forçou um sorriso.
— Tô.
Mas não estava.
Fazia um mês que não o via.
Um mês ensaiando indiferença e agora estava indo direto para a porta da casa dele.
Marina pousou a mão sobre a perna