Branca ainda estava no quarto quando Lívia entrou sem bater.
O cheiro do sabonete recém-usado ainda pairava no ar, o vapor do banho deixando o espelho embaçado. A mãe estava de toalha, abrindo o guarda-roupa com movimentos curtos, claramente cansada depois do trabalho.
— Mãe… — Lívia começou, tentando manter o tom calmo. — Será que a gente já pode rever esse castigo sem nexo?
Branca parou de procurar a roupa e virou o rosto devagar.
— Acho que quem decide isso sou eu.
A resposta veio firme, mas