A campainha ecoou dentro da casa silenciosa.
Valentina abriu a porta antes mesmo da mãe aparecer no corredor. A expressão dela era fechada, quase dura demais para alguém de dezessete anos.
— Não achei que fosse vir aqui tão cedo — disse, cruzando os braços. — Do jeito que saiu ontem, sem nem se despedir.
Pedro sustentou o olhar da filha por alguns segundos. Não havia ironia ali agora, só cansaço.
— Você e a Bruna continuam sendo minhas filhas. Não interessa se eu saí de casa ou não.
Ela bufou.
—