Mundo de ficçãoIniciar sessãoO toque frio dos dedos dele contra a minha pele quente me fez dar um sobressalto na borda da mesa. Era um contraste absurdo: o ar-condicionado congelante do escritório e o fogo devastador que Henrique acendia em mim. A razão gritava para eu fechar as pernas, empurrá-lo e sair correndo daquela sala, mas meu corpo simplesmente não obedecia.
Ele sabia exatamente o efeito que tinha sobre mim. — Henrique, por favor... — tentei pedir, mas a palavra saiu como um suspiro miserável de puro desejo. — Por favor, o quê, Valentina? — ele murmurou contra a minha garganta, a voz vibrando diretamente na minha pele. — Quer que eu pare? O polegar dele deslizou devagar pela renda úmida da minha calcinha, pressionando o centro do meu prazer com uma precisão cirúrgica. Um arquejo alto escapou dos meus lábios, e minha cabeça foi para trás, chocando-se levemente contra a madeira da estante a minhas costas. Minhas mãos, que deveriam estar o afastando, cravaram-se nos ombros largos dele, puxando a camisa social branca com força. — Diga para eu parar e eu paro — ele provocou, a voz roçando na minha orelha. Os dedos dele contornaram o tecido fino, provocando uma tortura deliciosa. — Mas olhe nos meus olhos e diga que não me quer aqui. Abri os olhos com dificuldade. Henrique me encarava de perto, com as pupilas dilatadas pelo desejo puro e cru. Ele não era um garoto da minha idade tentando se provar; era um homem feito, consciente de todo o seu poder e da autoridade que exercia. E o pior de tudo: ele sabia que eu era louca por ele desde que me entendia por gente. — Você é um monstro — sussurrei, sem fôlego. — E você é uma péssima garota por vir até o meu escritório usando só esse pedaço de pano — ele contra-atacou, empurrando a renda para o lado sem o menor pudor. O primeiro contato direto do dedo dele na minha intimidade me fez dar um guincho abafado. Ele não me deu tempo para respirar. Henrique começou a se mover com um ritmo lento, ritmado, torturante, explorando cada milímetro do meu corpo enquanto observava minhas reações com um fascínio sombrio. Sua outra mão subiu até o meu vestido, puxando o decote para baixo sem nenhum cuidado até expor meu seio. Ele abocanhou o bico ereto de imediato, sugando com força, fazendo minha cintura dar um salto involuntário sobre a mesa. — Meu Deus, Henrique! — exclamei, sentindo uma onda de calor insuportável tomar conta da minha barriga. — Isso... chame meu nome — ele exigiu, intensificando o movimento dos dedos lá embaixo, acelerando o ritmo até que o som dos meus suspiros preenchesse cada canto daquela sala luxuosa. Eu estava à beira de um abismo. O prazer subia pelas minhas pernas como um choque elétrico, acumulando-se no fundo do meu ventre até se tornar insuportável. Eu não me importava mais com a chuva, com a chave da casa de praia ou com o fato de que ele era o pai da minha melhor amiga. Naquele segundo, o mundo inteiro resumia-se ao toque daquele homem. — Henrique... eu vou... — comecei a avisar, com a voz embargada. — Olhe para mim — ele ordenou, erguendo o rosto e me encarando fixamente enquanto aumentava a pressão. — Quero ver você se desfazer na minha mão. Não consegui segurar. A onda veio forte demais, um espasmo violento que fez meu corpo inteiro tremer e travar. Prendi o choro de prazer no ombro dele, cravando as unhas no seu pescoço enquanto me desfazia completamente em seus braços. Henrique continuou o movimento devagar, prolongando meu delírio até o último segundo, saboreando cada tremor do meu corpo. Quando o último espasmo passou e eu tentei recuperar o ar, ainda zonza e com as pernas bambas, o som metálico de um cinto sendo desfeto cortou o ar. Olhei para baixo, em choque. Henrique tinha aberto a calça e tirado o membro rígido para fora, me encarando com uma fome que estava longe de ser satisfeita. — Você teve a sua vez, garota — ele sussurrou, a voz completamente rouca, ajustando minha quadril na ponta da mesa. — Agora é a minha. Antes que eu pudesse processar a ameaça, o telefone fixo sobre a mesa dele começou a tocar, iluminando o visor com o ramal da recepção do prédio.






