O som da caneta de Henrique deslizando sobre o papel era o único ruído que quebrava o silêncio tenso dentro do escritório. Sentei-me na cadeira de couro à sua frente, mantendo o olhar fixo no monitor do notebook, embora as planilhas financeiras à minha frente fossem apenas um emaranhado de números sem sentido. Minha pele ainda queimava nos pontos onde os dedos dele haviam me apertado minutos atrás, e o perfume amadeirado que emanava do seu terno preenchia o ar, tornando cada respiração um lembr