— Posso entrar?
Levantei o olhar e cocei as têmporas tirando o óculos de leitura do rosto.
— Entra...
Ela fechou a porta. Seu salto ecoando até ela puxar a poltrona e sentar.
— Eficiente a novata né.
Semicerrei os olhos.
Quando ela vinha assim, é porque já tinha seu texto formado.
— O que você quer...
Ela negou me encarando.
— Soube que ela era namorada do seu filho.
Acenei pra ela dar continuidade.
— Vicent... Já nos conhecemos a anos, você chorou no meu ombro quando o canalha do seu irmão transou com sua mulher. É sério? A namorada do seu filho?
Levei minhas mãos a frente da mesa, as unindo.
— Não devo explicações, você sabe disso, não sabe Bárbara?
— É lógico que eu sei! Muito menos pra mim. Mas você tem que concordar comigo que isso é hipocrisia.
Mordi o lábio retendo as palavras.
— Tudo bem, ela ser sua amante, cúmplice ou sei lá o que vocês são, mas trazer ela pra dentro do escritório?! Não sabia que você tinha esse tipo de fetiche.
— Não é fetiche.