VERSÃO VICENT NAVARRO.
O volante rangia sob a força dos meus dedos.
A estrada era um borrão.
Meu corpo inteiro já ardia, mesmo sem que ela tivesse me tocado de verdade.
Laura se mexia ao meu lado, inquieta, com aquele perfume adocicado impregnando o carro e a porra do meu autocontrole.
Até que ela resmungou, a voz rouca:
— Tá quente... muito quente aqui sabia..
O som da sua voz, provocante, e aquele sorriso perverso dela me incêndiou.
Quando virei o rosto, vi o vestido dela esco