VERSÃO VICENT NAVARRO.
O volante rangia sob a força dos meus dedos.
A estrada era um borrão.
Meu corpo inteiro já ardia, mesmo sem que ela tivesse me tocado de verdade.
Laura se mexia ao meu lado, inquieta, com aquele perfume adocicado impregnando o carro e a porra do meu autocontrole.
Até que ela resmungou, a voz rouca:
— Tá quente... muito quente aqui sabia..
O som da sua voz, provocante, e aquele sorriso perverso dela me incêndiou.
Quando virei o rosto, vi o vestido dela escorrendo pelos ombros, o sutiã rendado mal cobrindo os seios.
Eu travei a mandíbula, ela estava fazendo de novo.
Testando nossa sorte, indo contra a vida. Era a porra da garota mais maluca que já tinha trepado.
— Você é louca...
grunhi, com a voz saindo mais como um aviso do que como censura.
Mas a safada só sorriu.
Aquele sorriso de quem sabia exatamente o que fazia comigo.
Ela se inclinou, roçando os seios nus no meu braço, a respiração quente contra o meu pescoço.
Senti os de