O PRESIDENTE O PREÇO DO PODER " LIVRO 02" DUOLOGIA IMPERIO M
O PRESIDENTE O PREÇO DO PODER " LIVRO 02" DUOLOGIA IMPERIO M
Por: Anny Shwan
PRÓLOGO

Enquanto isso... Em algum lugar em New York...

Seus olhos estão cravados no telão a sua frente, este exibe as imagens da chegada de Baran Celikkol e sua família à Casa Branca. A expressão do homem que ainda mantém o olhar direcionado para o monitor, é uma máscara rígida e congelada. Enfurecido, ele se desloca do seu assento, indo até o bar, após se servir de uma bebida, toma todo líquido em uma golada só, em seguida, abre a caixa de charutos e pega um, acende e fuma, tragando a fumaça para dentro de si, enquanto dá mais uma olhada para tela, que agora exibe o rosto do homem que foi escolhido para governar o país, considerado a maior potência mundial. Ele se aproxima da tela e dá uma tragada profunda em seu charuto. Sua boca torce em um sorriso sardônico, fazendo sua voz ecoar no ambiente.

— Aproveite bem, desgraçado, em breve você vai descobrir que ter tanto poder tem um preço.

Três meses depois...

“The Owl” (a coruja).

The Owl. Este foi o nome que recebi assim que o meu treinamento começou. A cada fase, eu sempre ouvia dos meus mentores que o medo jamais poderia fazer parte da minha vida e que nada e nem ninguém, poderia me deter. Meu corpo foi praticamente estraçalhado, eles me quebraram de todas as formas possíveis, para assim como uma fênix, renascer das cinzas. Vim para Nova Iorque quando tinha 14 anos e para isso acontecer, o herdeiro do império mafioso mexicano, teve que ser dado como morto e só assim, eu conseguiria acabar com todos aqueles monstros da Cosa Nostra Americana, que sob o comando de Al Capone, destruíram e se apossaram daquilo que me pertencia.

O ódio que corre em minhas veias é como fogo líquido, me queimando por dentro e, este se transformou no combustível que vem me fortalecendo por todos esses anos, deixando acesa as chamas da vingança que está no meu interior, se enraizando como uma erva daninha. Ao contrário daqueles tolos dos irmãos PETROV, os quais, eu cheguei ao cúmulo de cogitar que poderiam acabar com o desgraçado do Celikkol, e assim, eu só precisaria dar a eles o mesmo destino daquele miserável, acabaram fracassando e deixando o maldito e sua corja a um passo de conquistar o território russo.

Eu me mantive em silêncio todo esse tempo. Observando tudo ao meu redor, porém, é preciso deter o infeliz antes que ele alcance o poder absoluto. Um poder que vai muito além de bens materiais, um que lhe permitirá decidir quem vive e quem morre, já que ao ter domínio sobre a nação americana e, prestes a destruir o que sobrou da Bratva, ele se tornará imbatível, porém, irei mostrar para esse maldito que tudo na vida tem um preço.

Para me manter vivo, o preço foi ver todos, a quem amava, sendo exterminados.

Para chegar até aqui, eu tive que usurpar um lugar, uma vida que não me pertencia.

Eu matei.

Eu roubei!

Eu me tornei um monstro e foi assim que consegui construir um grande império.

Ser o verdadeiro dono do Lupanar Of Lust, acabou me tornando um dos homens mais ricos do país.

Vivendo em um mundo repleto de luxúria, onde o cliente sempre sai satisfeito, mas para me manter intocável, onde nem mesmo o presidente pode interferir nos meus negócios, eu trilhei um caminho conforme a música ia sendo tocada. Mantendo o esquema onde não há tráfico humano, já que todas que fazem parte do bordel vieram por livre espontânea vontade, todas em busca de ter uma vida cheia de regalias, onde além de prazer, elas ganham um ótimo salário.

Deixo os pensamentos de lado e me acomodo na poltrona à minha frente, instantes depois, me encontro em frente aos monitores de circuito interno de uma das casas de luxos aqui em Nova Iorque. Um barulho infernal ecoava naquele lugar, no entanto, meus olhos aguçados estão atentos a cada movimento dentro do salão. Com tudo minuciosamente planejando, e após espalhar a notícia entre os clientes sobre a chegada das novas beldades que vieram fazer parte da casa, eu tinha plena certeza que o rato viria direto para a ratoeira. Minutos se passaram e toda minha atenção ficou direcionada para um único lugar, assim que Michael Clark passou pelas portas dupla, dourada, adentrando o ambiente, em passos cautelosos, o homem que estava na companhia de mais três desconhecidos, que certamente eram seus soldados, caminhou em direção a uma das mesas que já estava reservada. Quando estavam acomodados, Emily e Kelly se aproximaram, os olhos famintos do meu alvo, ficaram cravados na bela ruiva, o que fez um sorriso largo tomar conta do meu rosto e todo o meu corpo foi envolvido por uma onda escaldante em expectativa de sentir o cheiro de sangue fresco que iria invadir minhas narinas.

Agora era só aguardar o momento certo para colocar o meu plano em ação, e será através de um dos conselheiros da Cosa Nostra Americana, que irei monitorar cada movimento daquele desgraçado e o segundo passo será destruir aquelas duas que ele tanta ama.

"BARAN CELIKKOL, em breve mostrarei a você o meu inferninho particular."

Em algum lugar da Rússia...

IRINA PETROV

Eu estava me esgoelando, o suor tomava conta do meu rosto e me arrependi amargamente por ter escolhido o parto normal. No entanto, meus pensamentos foram interrompidos e mais um grito estrangulado saiu da minha boca e logo em seguida ouço a voz da mulher a minha frente.

— Empurra, está quase lá — Olga incentiva enquanto eu aperto com força a mão da minha filha que tinha uma expressão de pura agonia.

— Força mãe — Kira disse e tudo que veio em minha mente foi o rosto do meu marido que foi cruelmente morto por aquele desgraçado.

Reuni todas as minhas forças, projetando meu corpo para frente e em um empurrão mais intenso, o expulsei e pude sentir meu ventre se contraindo, empurrando o meu filho para fora. O ambiente foi tomado pelo choro potente do pequeno herdeiro da Bratva.

Exausta, deixei meu corpo cair nos travesseiros à minhas costas, observando a movimentação no ambiente e algum tempo depois, Olga o entregou para sua irmã, que caminhou em minha direção. Por uma fração de segundos, pela expressão que tomou conta do rosto angelical dela, era como se eu estivesse diante do próprio Serguei, e, olhando fixamente para o menino que estava em seus braços, o som da sua voz se fez presente.

— Você se chamará Igor, meu pequeno guerreiro e te prometo que o legado do nosso pai estará vivo através de você, mas para que o seu reinado não tenha obstáculos. Baran Celikkol e todos que o cercam devem ser exterminados.

Deixei um sorriso brincar em meus lábios diante de suas palavras.

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