A lamina do sacrifício
O silêncio que se instalou no pátio de armas era cortante, interrompido apenas pelo sopro do vento gélido que descia das galerias de granito e pelo murmúrio distante das forjas de Silverthorne. Kael mantinha a espada de madeira de ferro empunhada com uma facilidade assustadora, o corpo relaxado na postura de um predador que não precisava de esforço para subjugar a presa. Seus olhos azuis fixavam-se em mim com uma intensidade que parecia despir a poeira e o disfarce cinza que eu insistia em usar.