POV: André
O silêncio que se instalou na cabine depois que aquelas palavras saíram da minha boca tinha gosto de fel. Eu ainda segurava o queixo dela, sentindo a pele macia que tantas vezes me tirou o sono, mas meus dedos tremiam, movidos por uma mistura de mágoa e uma saudade que eu tentava a todo custo sufocar. Eu me afastei devagar, soltando o rosto dela e dando as costas, incapaz de continuar encarando aquela vulnerabilidade que me desarmava.
Clara — ou Angeline, ou seja lá quem ela quise