O crepúsculo desceu, e as luzes da cidade começaram a se acender.
Afonso estava de pé à beira do rio, a luz da lua lançava sobre seu rosto uma camada de frio glacial.
Diante dele, ajoelhava-se um homem amarrado de mãos e pés, batendo a cabeça no chão repetidas vezes.
— Sr. Afonso, pelo amor de Deus, por favor, solte meu filho!
Um dos capangas de Afonso empurrava o carrinho de bebê, cujas rodas estavam perigosamente próximas à margem do rio.
— Diga-me a verdade, e eu o deixo ir.
Um traço de pavor