Parte 22...
Mateo
A chuva começou fina, quase tímida, quando parei o carro em frente ao prédio dela. Gotas leves riscavam o para-brisa, refletindo as luzes da rua em pequenos pontos dourados.
Desliguei o motor, mas nenhum dos dois se mexeu imediatamente. O som da chuva ocupou o silêncio. Alicia soltou o cinto devagar e olhou pela janela.
— Sempre chove quando alguma coisa importante acontece - murmurou, mais para si mesma do que para mim.
Inclinei a cabeça, observando o perfil dela iluminado pe