CAPÍTULO 62
A MÁSCARA QUE CAI
GIORGIO
O asfalto de Palermo passa como um borrão cinzento pela janela da caminhonete. Eu estava a caminho da fazenda, com o peito sufocado pelo luto e a mente fervendo após a ligação para Gemima, quando o meu celular tocou. Era Genaro. A voz dele do outro lado da linha não trazia pêsames ou hesitação; trazia uma bomba que estourou diretamente nos meus miolos. “A Bettina nunca esteve grávida, Giorgio. É tudo um teatro.”
As palavras dele ecoam como um insulto à minh