O SANGUE NAS MÃOS DO PASSADO
GIORGIO
O portão de ferro fundido da nossa mansão em Palermo se abre lentamente, permitindo que a caminhonete deslize pelo caminho de pedras cercado por palmeiras. O silêncio que nos recebe é quase de velório. O motorista desliga o motor, e o silêncio que se instala dentro do veículo é quebrado apenas pelo som da respiração fraca de Bettina contra o meu ombro. Felipe desce às pressas, abre a porta e, com o semblante carregado de respeito pela nossa dor, retira a cad