BETTINA
Permaneço sentada no estofado surrado do sofá da sala dos meus pais, encarando a tela escura do celular há vários minutos sem conseguir pregar os olhos em mais nada. O silêncio da casa, que antes me parecia apenas incômodo, agora pesa sobre o meu peito como uma rocha gigantesca que me impede de respirar. Desde que fui forçada a assinar os papéis do divórcio, colocando fim a tudo o que construí, sinto como se o chão sob os meus pés tivesse simplesmente desaparecido. Toda a vida de aparê