Soltei uma risada baixa, um pouco amarga ao me lembrar da frieza das minhas fábricas, e olhei diretamente nos olhos dela.
— Eu sei perfeitamente que a nossa família fabrica azeite, Gemima. Sei quanto custa a garrafa e sei o volume que exportamos. Mas eu não quero o meu azeite na minha mesa. Eu quero o seu azeite na minha mesa.
Ela me encarou em silêncio, sem entender direito a diferença.
— Porque o seu tem alma — continuei, falando com o coração escancarado, sem a máscara do empresário sev