DIREITOS
A minha mão treme tanto que a ponta da caneta quase rasga o papel. Olho para aquelas linhas pretas, para o meu nome impresso ali, e uma onda de revolta começa a subir pelo meu peito. Eu fui casada com o Giorgio! Eu fiz parte daquela vida! Eu não posso simplesmente sair com uma mão na frente e outra atrás, expulsa como se fosse um estorvo qualquer.
Eu ergo os olhos, engulo o meu próprio pânico por um segundo e deixo a minha indignação bufar:
— Sim... e os meus direitos? Eu fui casada