Ela não responde de imediato.
E esse silêncio… não é vazio.
É carregado.
Eu vejo isso no jeito como ela respira, na forma como o peito sobe um pouco mais rápido, no modo como os olhos dela não fogem dos meus, mesmo quando claramente existe uma luta acontecendo ali dentro. Não é recusa. Não é medo. É escolha sendo construída em tempo real.
E isso… me prende ainda mais.
Porque eu já fui longe demais para voltar.
Devagar, encurto o espaço que ainda existe entre nós no sofá, meu corpo se inclinando