46. Mary Dane
- Andrew, até um cego enxerga que tudo o que você fala ou faz é se importando com o que a vovó vai pensar. - aquilo foi equivalente a dar-lhe uma bofetada, ele ficou quieto por algum tempo, refletindo.
- Acha mesmo isso? - ele por fim me perguntou, seus olhos azuis fitavam a grama mas o olhar parecia vagar por outro lugar.
- Acho que você é bom moço demais quando o assunto é a gente. - confessei-lhe com certa apreensão, estávamos tentando nos resolver depois de meses onde trocávamos monossílabos, ser sincera demais poderia jogar tudo por água abaixo. - Você parece sempre se perguntar o que sua mãe acharia, e de acordo com o pensamento dela, você escolhe. Olha a sua noiva.
Andrew me encarou, a expressão impassível.
- O que tem a Rachel?
- Parece que a vovó vomitou ela.
Ele se acomodou no banco, recostando as costas no apoio, uma careta passeou brevemente por suas feições, evidenciando que ainda sentia a cor infligida por mim.
- A Rachel é uma boa moça, ela trabalha, cuida do pai