Kael entrelaçou os dedos aos meus e levou minha mão até os lábios, pousando um beijo leve sobre minha pele. O toque deveria ter sido doce, reconfortante, e talvez fosse, para qualquer outra garota.
Mas um arrepio desconfortável percorreu minha nuca, descendo em espasmos até a base das costas. O ar se tornou denso, o calor subindo em ondas invisíveis.
Carvalho branco.
O cheiro invadiu meus pulmões, misturado à brasa oculta que parecia adormecer sob a minha pele. Ele estava ali. Zayden estava bem perto, nos observando. Tentei disfarçar o tremor dos dedos e me levantei com um sorriso forçado.
— Vamos dar uma volta lá fora? — sugeri, lutando para manter a voz estável. — Quero respirar um pouco antes da próxima aula. O jardim da fonte está lindo nessa época do ano.
Kael pareceu surpreso, mas logo o semblante se suavizou, contente com a sugestão.
— Claro. É uma ótima ideia. — Ele se levantou e passou o braço em torno dos meus ombros. Seu corpo quente contrastava com o frio do corredor, e