P.D.V de James
Ele sorriu.
Um sorriso frio, vicioso, afiado como lâmina que se enterrava em minha carne.
Eu o encarei em silêncio, tentando compreender a lógica distorcida que sustentava aquele fardo.
— Mas, por quê? — A pergunta escapou de meus lábios, mais curiosidade do que desafio.
Ele me fitou com olhos pesados de séculos, e a resposta veio como sentença imutável:
— Porque és abençoado por Selene. — Sua voz soou como um trovão contido, quase reverente. — Após milênios de punição, ela