Adrian a sentou na cama, observando-a se aconchegar sob os lençóis de algodão egípcio. Ele pegou o livro que repousava habitualmente na mesa de cabeceira — Alice no País das Maravilhas — e começou a leitura. A voz dele, geralmente firme e autoritária, suavizava-se apenas para ela.
Assim que Amelie adormeceu, ele ajeitou as cobertas e acariciou os cabelos negros da filha, soltando um longo suspiro. A cada ano, o crescimento dela parecia um desafio maior; a ideia da futura adolescência de Amelie