Mundo ficciónIniciar sesiónO som do elevador subiu pesado, como se cada andar fosse um lembrete da noite anterior. Lucca se via refletido nas portas de aço com olhar sombrio, o paletó ainda com o cheiro do perfume dela, e a gravata frouxa, um símbolo involuntário de um homem que havia perdido o controle.
Quando chegou ao último andar, o corredor parecia mais frio. As secretárias o cumprimentavam em silêncio, e o som dos saltos sobre o mármore ecoava com uma precisão irritante. Ele passou direto, ignorando os olhares curiosos.
Rafael estava à sua espera, recostado na mesa da sala de reuniões, mexendo distraído no celular. O amigo levantou o olhar e arqueou uma sobrancelha assim que o viu entrar.
— Bom dia, ou quase isso. — disse, cruzan







