Lucca Ferraro
Acordei antes do amanhecer.
A luz que entrava pelas frestas era apenas um sopro pálido, o céu ainda estava preso aos últimos restos da tempestade que passou a noite inteira arranhando as janelas. O quarto estava morno e silencioso, tomado pelo perfume suave de lavanda e pela respiração tranquila de Clara, que dormia encolhida, como se buscasse abrigo em si mesma.
Virei o rosto devagar, com medo de quebrar o encanto, e a observei. O lençol subia até o peito, a seda da camisola aco