Mundo de ficçãoIniciar sessãoA chuva caía fina sobre Nova York, riscando linhas prateadas no vidro amplo da janela do último andar da Ferraro Corporation. Lá fora, o céu ainda guardava os tons pálidos da tarde nublada, e o reflexo cinzento da cidade se confundia com as luzes que começavam a despertar nas avenidas.
O escritório, amplo e silencioso, estava mergulhado em uma claridade suave, meio natural, meio artificial, o tipo de luz que tornava tudo mais frio, mais distante, como se até o tempo evitasse se aproximar de Lucca Ferraro.
Lucca Ferraro permanecia de pé diante do vidro, o paletó jogado sobre a cadeira, as mangas da camisa arregaçadas e o nó da gravata solto, como se o próprio corpo se recusasse a manter a postura impecável de sempre.







