Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla tinha dezesseis anos quando entendeu que o corpo também era uma arma.
Não foi um romance, nem um conto de fadas e definitivamente, não foi inocente.
A lembrança vinha em fragmentos, nunca inteira. Como um filme antigo queimado nas bordas. Isadora não se recordava de palavras exatas, nem de promessas. Lembrava do espaço estreito, do espelho manchado, da sensação incômoda de estar atravessando uma fronteira invisível, aquela que separa quem obedece de quem passa a escolher.
Lembrava com precisão excessiva daquele dia, como se a memória tivesse sido gravada em vidro. O banheiro do colégio ficava no corredor menos usado, perto do ginásio antigo. Ali, o silêncio tinha outra densidade. As paredes







