Zara Moraes
Depois da conversa sobre o meu passado, algo mudou dentro de mim.
Uma porta que estava trancada havia começado a se abrir.
E isso era assustador.
Porque algumas lembranças doíam.
Mas algumas verdades doíam ainda mais.
Naquela tarde, a neve voltava a cair lentamente sobre o castelo.
Eu estava sentada numa das enormes poltronas da biblioteca.
Uma manta cobria minhas pernas.
Mas o frio que eu sentia não vinha do inverno.
Vinha das memórias.
A porta abriu silenciosamente.
A