Alexandre Montenegro
Eu estava perdido.
Essa era a verdade.
Uma verdade irritante.
Perigosa.
Inaceitável.
E, pela primeira vez em muitos anos, eu não tinha a menor intenção de lutar contra ela.
Parei diante da enorme janela da biblioteca enquanto a neve caía lentamente sobre a montanha.
Silenciosa.
Bonita.
Fria.
Normalmente, aquele cenário me acalmava.
Hoje não.
Porque a única coisa que ocupava meus pensamentos era Zara Moraes.
Sempre Zara.
Seu sorriso.
Sua voz.
Sua teimosia.