Capítulo 75
Miguel Souza
O galpão apareceu no fim da estrada de terra como uma cicatriz escura no meio do nada. Telhas enferrujadas, paredes pichadas, mato crescendo nas laterais. Meu coração batia tão forte que eu sentia o pulso no pescoço. Ao meu lado, Murilo apertava o volante com força demais. No carro da frente, Loke, Israel e Rafael já desciam em silêncio.
Eu abri a porta antes mesmo do carro parar por completo.
— Calma — murmurou Murilo, mas a voz dele também estava tensa demais par