EROS
Bato meu braço em um aparador no corredor e quase derrubo um vaso que pertenceu à minha mãe. Por sorte, consigo segurá-lo antes que caia, mas o atrito dele no móvel faz barulho, e meu pai aparece no corredor.
— Olha só o que eu estava dizendo. Os poros do seu irmão exalam álcool — ele comenta, puxando minha camisa para cheirá-la. — Pelo visto, é você que não conhece o seu irmão, Atlas — conclui, antes de se afastar.
Atlas e eu escutamos quando ele bate a porta do seu quarto com força.
— V