O sino da porta do cafeteria tocou quando Serena entrou com Maeve logo atrás.
As duas pediram café e se sentaram perto da janela, de onde dava para ver o movimento da rua.
O lugar estava cheio para aquela hora da manhã conversas baixas, xícaras batendo nos pires, o cheiro forte de café queimado no ar. Serena levou a xícara à boca quase por reflexo.
Arrependeu-se no primeiro gole.
— Isso aqui é horrível.
Serena nem precisou baixar a xícara para concordar.
— Totalmente.
Serena riu, discreta, olhando em volta antes de responder.
— No Brasil isso seria considerado ofensa pessoal.
Maeve abriu um sorriso cúmplice.
— Tá. — Maeve disse, olhando ao redor, avaliando. — Eu sei que isso aqui é o coração de Riverwood e tudo mais…
Ela fez uma pausa dramática.
— Mas esse café é… — ela torceu o nariz — ofensivo.
Serena levou a xícara à boca, deu um gole… e precisou conter o riso.
— Amargo demais. Queimado. Sem alma nenhuma.
Maeve abriu um sorriso cúmplice.
— EU SABIA. — sussurrou, inclinando-se so