POV: VANESSA
A lama de Sintra tinha destruído o couro dos meus sapatos de mil euros, mas o frio que subia pelas minhas pernas era o que realmente me matava. Eu estava no meio da mata, a respiração saindo em nuvens brancas, o vestido de seda rasgado e colado ao corpo como uma segunda pele de fracasso. Eu não era mais a consultora internacional; eu era uma presa fugindo de predadores que eu mesma tinha atraído.
Cruzei a fronteira de forma patética, pegando caronas em caminhões que cheiravam