POV: DIEGO
O suor frio colava a camisa de seda italiana nas minhas costas enquanto eu pisava no acelerador do Porsche. Cada luz de freio à minha frente parecia o início de uma emboscada. Lisboa, a cidade que eu sentia estar na palma da minha mão, agora se fechava como uma armadilha de ferro. Eu não era mais o grande Diego, o arquiteto jurídico do império Lacerda. Eu era um fugitivo com as contas congeladas e um alvo invisível pintado na nuca.
— Aquela vadia fria — rosnei, a voz saindo como