POV: HELENA
O silêncio do quarto era pesado, mas eu o usava como um escudo. Quando ouvi os passos do Gustavo entrando, não desviei os olhos das páginas do livro que segurava, embora não estivesse lendo uma única palavra há mais de vinte minutos. Eu sentia a presença dele — aquela energia carregada de arrogância e uísque — preencher o espaço, mas decidi que não seria eu a primeira a ceder.
Ele começou a desabotoar a camisa, o som dos botões abrindo parecia alto demais na quietude da suíte.