Marsalla abriu os olhos, atordoada, a visão embaçada. O cheiro de ozônio e carne queimada impregnava o ar. Pelo buraco que o raio abrira nas nuvens, uma silhueta descia. Não. Mergulhava.
Asas imponentes, grandes demais para o mundo, batiam com a força de um furacão. Escamas vermelhas brilhavam como joias de fogo vivo.
Um dragão.
Majestoso, aterrorizante e real.
E, em suas costas, de pé, desafiando o vento e a gravidade, estava ele. Os cabelos, agora mais longos e claros, quase prateados, dançav