Darius recobrou a consciência engolindo poeira e sangue. O ar tinha gosto de pedra moída. Abriu os olhos devagar; a vista estava turva, o ouvido zumbia, algo quente escorria pela têmpora. Levou os dedos até o líquido. Sangue.
Virou-se com dificuldade e só então percebeu o cenário ao redor. O chão estava tomado por blocos de pedra quebrada, colunas partidas, pedaços de mármore espalhados como lâminas. O teto, rasgado de dentro para fora, deixava entrar uma luz cinzenta e fria da noite, como um f