POV: JADE
O tranco das turbinas empurrou minhas costas contra o couro gelado da poltrona. Congonhas ficou pra trás num borrão de luz laranja e chuva fina, mas a minha cabeça não saía da umidade daquele galpão.
Da tela do celular daquele garoto.
Da foto no escuro, engolindo cada número da nossa rota.
Olhei o Rafael. Ele ocupava a poltrona do outro lado do corredor estreito, desfazendo o nó da gravata com puxões secos, irregulares. A luz amarela da cabine marcava fundo embaixo dos olhos dele. A m