POV: JADE
O Corolla prata parou rente ao portão de ferro cinza, a poucos metros do hangar privado de Congonhas. A chuva fina ainda caía no capô. A nuca continuava arrepiada desde que a ligação caiu. Minha mão não parava em cima do celular morto no colo.
Rafael não desligou o motor na hora. Conferiu o retrovisor, varreu a rua deserta atrás da gente e só então virou o rosto pra mim.
— O avião está pronto. — Ele não tirou o olho do retrovisor. — Mas a gente não decola sem o rádio de comunicação e