Alice
Acordei sentindo calor.
Não o calor do quarto.
O calor dele.
O braço pesado sobre a minha cintura, a respiração lenta contra meu pescoço, o peito firme servindo de abrigo. Por alguns segundos eu fiquei parada, apenas respirando, tentando entender se tudo o que tinha acontecido na noite anterior era real.
Foi.
Cada toque.
Cada palavra.
Cada promessa.
Ele prometeu intensidade.
E entregou.
Meu corpo ainda parecia guardar ecos da noite — não dor, não cansaço… mas uma memória quente, viva. Um