O avião decolou em silêncio.
Luxuoso, amplo, completamente isolado do mundo lá fora.
Mas, dentro dele, nada estava calmo.
Alina estava sentada próxima à janela, olhando para a escuridão além do vidro. A cidade já tinha desaparecido, substituída por nuvens densas e um céu sem referência.
Ela não piscava. Não relaxava. Não desacelerava.
Dante observava do outro lado da cabine, atento a cada detalhe.
— Você está tensa — disse ele, quebrando o silêncio.
— Estou focada — respondeu Alina, sem olhar.