Ponto de vista: Pamela
A garrafa de vinho estava quase vazia.
A de uísque também.
Nós dois estávamos jogados no meio da sala da cobertura — eu no sofá, com as pernas encolhidas, o vestido preto amassado subindo um pouco demais nas coxas; Lucas no chão, encostado no sofá, a cabeça jogada para trás, os olhos fixos no teto de vidro.
A cidade lá fora piscava.
O mundo lá fora explodia.
Mas aqui, dentro deste aquário de vidro e aço, o tempo tinha parado.
— Você nunca me explicou — eu disse, a v