Maria Clara caminhou até a sala de estar, onde a luz estava baixa. Sentou-se no sofá, cruzando as mãos sobre o colo, depois curvando o corpo como se quisesse se proteger de algo.
— Não é para você… — murmurou, como se precisasse ouvir em voz alta.
Maria Clara sabia o seu lugar. Estava ali pelas crianças. Pela missão que aceitara. Ainda assim, não podia negar que algo havia se formado, delicado e involuntário, ao longo dos dias: uma admiração contida, um afeto discreto, construído nos silêncios,