A noite era serena sobre o vale do Douro. O imponente solar dos Alencastro erguia-se silencioso sob a luz prateada da lua, enquanto os jardins, perfeitamente cuidados, exalavam o perfume suave das flores que se abriam ao anoitecer.
Do alto de uma das grandes janelas do segundo andar, Teresa Alencastro permanecia imóvel.
A pesada cortina de veludo fora afastada apenas o suficiente para que ela observasse o caminho de pedra que serpenteava pelo jardim.
Lá embaixo, Álvaro caminhava de braços dados