O carro avançava lentamente pelas ruas tranquilas do bairro de classe média. Casas alinhadas, árvores frondosas, uma normalidade quase dolorosa para Maria Clara, que sentia o coração bater como se quisesse escapar do peito.
— É aqui… — disse Álvaro em voz baixa, apontando para uma casa de dois andares, simples, porém muito bem cuidada, com um jardim pequeno.
Maria Clara engoliu em seco.
— Eles… eles moram aqui todo esse tempo?
— Sim. Seu pai tem uma pequena construtora. Sua mãe sempre ficou em