Flávia
— Que cara é essa? — pergunto assim que entro no escritório da minha amiga e encontro um olhar completamente perdido em algum sonho, que eu não faço ideia de qual é.
— Que cara? — Ela parece despertar. Semicerro os olhos e aponto um dedo acusador na sua direção. Quem ela pensa que engana?
— Agnes, Agnes, Agnes, não tente me enrolar — advirto-a, dando alguns passos para perto dela.
— Eu não tô, eu juro! — Respiro fundo e me aproximo mais da sua mesa, sentando-me na cadeira de frente