O QUARTO DO LADO
O relógio digital na mesa de cabeceira marcava duas e quatorze da manhã.
Eu estava jogada no meio daquela cama king-size, encarando o teto escuro. O lençol tinha fios demais, era macio demais e, mesmo assim, eu estava morrendo de frio. O silêncio daquela mansão no Morumbi era de dar agonia; parecia que as paredes estavam me vigiando, esperando eu cometer o primeiro erro. Minha cabeça simplesmente não desligava.
Rolei para a direita. Para o lado da parede que dividia o meu