O QUARTO DO LADO
O relógio digital na mesa de cabeceira marcava duas e quatorze da manhã.
Eu estava deitada no meio da cama king-size, encarando o teto escuro. O lençol era macio demais, leve demais, e não me aquecia. O silêncio do segundo andar da mansão Blackwood tinha o peso de laje, mas a minha mente não desligava.
Rolei para a direita. Para o lado da parede que dividia o meu quarto do dele.
Vincent não mentiu sobre o gesso.
A casa era feita pra aguentar terremoto, mas aquela divisão especí