ROMAN MIKHAILOV
Algo estava errado.
Eu senti antes mesmo de desligar o motor, um aviso profundo e instintivo, alojado nos ossos — o mesmo que me manteve vivo tempo demais para ser coincidência.
Meu telefone vibrou no bolso.
Uma vez.
Duas.
Três.
Ignorei até entrar na garagem, mas o silêncio ali dentro parecia denso demais para fingir normalidade. Peguei o celular.
Número desconhecido.
Abri a primeira imagem.
Kieza e eu, saindo do hotel duas noites atrás. Ela ria, o rosto meio escondido