Lady Hale
Eu acordei na suíte de hóspedes às 8h30 da manhã. O quarto era luxuoso, é claro — Elijah não aceitaria menos do que a perfeição —, mas era impessoal. Faltava a sofisticação e a história da minha própria casa.
Levantei-me, vesti meu robe de seda e dirigi-me à sala de estar. O silêncio era absoluto. O chef particular já havia deixado o meu café e o croissant de amêndoa na mesa de jantar, mas a mesa estava vazia. Nem Elijah, nem a senhorita Cruz.
Eu não fiquei surpresa. Pensei: Elijah fugiu para o escritório. O trabalho é a sua fuga do confronto familiar. E quanto à senhorita Cruz?
Eu me servi de um café forte, sentando-me e contemplando a vista da cidade. A ausência dela só confirmava minhas suspeitas. Ela era ambiciosa e, após o vexame do almoço, ela sabia que precisava provar a Elijah que era uma profissional séria.
Ela é uma aproveitadora. Essa convicção se instalou confortavelmente em minha mente. Uma jovem ambiciosa que viu a oportunidade perfeita durante a crise de Camil